Meu Ego, Meus Demônios e os Meus Inimigos


Não renuncio a minha carne e meus pecados
Apenas jamais os deixarei por contaminar
Com inventadas moralidades repugnantes
De vermes que individualmente insignificantes
Em massa são responsáveis pelas decadências estruturantes

Passo os dias sem ter uma conversa
Nenhum diálogo que me interessa
Em silêncio com aos ouvidos vários demônios
Já dizia Sócrates com seus conterrâneos

Meu ego, minha melhor companhia
Não me pisa, não me humilha
E aos assintomáticos na sociedade
Ansio em deflorar sua ingenuidade
Inferiores demais perante a realidade

Há tempos o altruísmo a sobrevivência nos potencializou
Conforme o materialismo histórico, o instinto se deturpou
Clame pela posse líquida, o novo simbionte
O pior dos parasitas desde o feto, é o ser humano

- Apenas Plutão

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